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Vaidade Agnóstica
18Nov2009 17:58:48

BLOGTOK | CICLOS DE POESIA| 7 PECADOS| VAIDADE| ANTÓNIO CASADO

 

Sê-de como eu!

A pedra que suspendo nas mãos

Pesa mais

Que o ouro que exibis

No pescoço farto de vos pertencer!

 

A palavra que exibo nas praças

É o punhal

Que retalha vossos agnósticos discursos

De retóricas e ambivalências!

 

O sorriso que premeia meus lábios

Contém a certeza

Da humildade que cavo com as mãos

Nos vossos trilhos

Onde todos os caminhos convergem

Para o fatalismo de becos sombrios

Ou infinitos precipícios.

 

A fé que apregoou à rosa-dos-ventos

É o casaco de malha do meu ser

Esventrado o peito de tanta luta

Não o mosto azedo e acre

Das vossas crendices aflitas e imberbes

Pregadas em crucifixos de platina

Recheadas de pedras preciosas e grandezas

Que exibis aos olhos do sol

Como manifestações de quaisquer status

Circunscritos na imensa vaidade

De não terdes mais valor

Que o valor caótico

De tudo o que a matéria produziu

Por excesso ou ignorância!

 

Insultais a serenidade do meu rosto

Cuspis sobre o sangue derramado das minhas veias

Condenais-me

Apenas

E só

Porque no dorso de um golfinho branco

Navego sobre a espuma do mar

E um magote de sereias e ninfas

Rasga o horizonte de felicidade.

 

Pois bem

Deixai vossos pés enlameados

Percorrer a seiva que brota dos musgos como plasma

Para que possais ver

Em cada diamante incrustado na falsa pujança

Do vosso perpétuo haver

O simples estigma duma flor

Humilde

Que teima romper!

 
António Casado

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