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O Céu é o Limite, Mas os Infernos Não Têm Fim…
17Jul2010 04:03:05

 

 
 
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Na calma daquele seu silêncio ensurdecedor, o interdito.
Eram tantos os infernos perfilando o infernal conflito,
Que sua alma perdera o caminho do seu próprio céu,
Nos pesados liames, das trocas, para conservar o véu.

Algures o fogo ardia, mais e mais fundo a cada dia,
A andar, ia inconformada, pois a luz não lhe aparecia.
Debalde vislumbra ao longe um oásis onde na água pura
Se banharia e a sede arrefeceria, mas cura, não havia.

E no subnível sobreviveu as sombras consumindo toda luz...
Não queria mais viver, nem ceder ao que o corpo seduz,
Não queria nada sentir, nem ter cadinho de lembranças.
Sem ter o que fazer, perdera mais que sua esperança.

Mas numa alquimia da aliança, a poção mágica se desfez
A dor atroz se alojou nos pecados, ganhando mais altivez
E em cada nó que desfazia tentando aos poucos se libertar,
Sem saber nas teias se enredava para no seu inferno ficar.

Ibernise.
Barcelos, 17.07.2010.
Núcleo Temático Romântico.
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